"A Mentira
Porque é que, na maior parte das vezes, os homens na vida quotidiana dizem a verdade? Certamente, não porque um deus proibiu mentir. Mas sim, em primeiro lugar, porque é mais comodo, pois a mentira exige invenção, dissimulação e memória. Por isso Swift diz: «Quem conta uma mentira raramente se apercebe do pesado fardo que toma sobre si; é que, para manter uma mentira, tem de inventar outras vinte». Em seguida, porque, em circunstâncias simples, é vantajoso dizer directamente: quero isto, fiz aquilo, e outras coisas parecidas; portanto, porque a via da obrigação e da autoridade é mais segura que a do ardil. Se uma criança, porém, tiver sido educada em circunstâncias domésticas complicadas, então maneja a mentira com a mesma naturalidade e diz, involuntariamente, sempre aquilo que corresponde ao seu interesse; um sentido da verdade, uma repugnância ante a mentira em si, são-lhe completamente estranhos e inacessíveis, e, portanto, ela mente com toda a inocência."
Friedrich Nietzsche, em "Humano, Demasiado Humano"
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Marcus Tardelli - Unha & Carne (2005)
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Não tenho adjetivos pra este album do Tardelli...
o que posso dizer é: Escute-o.
Programa:
Marcus Tardelli - Unha & Carne (2005)
1 Baião de Lacan (Guinga / Aldir Blanc)
2 Igreja da Penha (Guinga / Aldir Blanc)
3 Capital (Guinga)
4 Unha e Carne (Guinga)
5 Cheio de Dedos (Guinga)
6 Cine Baronesa (Guinga / Aldir Blanc)
7 Mingus Samba (Guinga / Aldir Blanc)
8 Dichavado (Guinga)
9 Constance (Guinga)
10 Baiões:
Influência de Jackson (Guinga / Aldir Blanc);
Nítido e Obscuro (Guinga / Aldir Blanc);
Geraldo no Leme (Guinga);
Pra Jackson e Almira (Guinga / Simone Guimarães);
Chá de Panel a (Guinga / Aldir Blanc)
11 Choro-Canção (Guinga)
12 Choro-Tango (Guinga)
13 Choro-Réquiem (Guinga / Aldir Blanc)
14 Frevos:
Vô Alfredo (Guinga / Aldir Blanc);
Henriquieto (Guinga / Aldir Blanc)
Ficha técnica:
Arranjos - Marcus Tardelli
Produção musical - Guinga
Gravação, edição e mixagem - Gabriel Pinheiro
Assistentes de gravação - Fernando Prado e Henrique Vilhena
Masterização - Luiz Tornaghi
Projeto gráfico - Arthur Fróes
Fotos - Custódio Coimbra
Produção executiva - Tomaz Secco
Gravado e mixado nos estúdios Biscoito Fino em outubro de 2005.
UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO
Direção geral - Kati Almeida Braga
Direção artística - Olivia Hime
Coordenação de produção - Tomaz Secco
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Semana Ousada de Artes UFSC e UDESC...
Programa Ponteio - Violão na Udesc
Mostra de Violão do Bacharelado
Dia 24-09-2010
Às 17h30
Museu da Escola Catarinense
Rua Saldanha Marinho, 196
Centro - Fpolis
Programa:
La Melancolia (da Giulianate, Op. 148)- Mauro Giuliani (1781-1829)
Valsa-Choro (da Suite Popular Brasileira) - Villa-Lobos (1887-1959)
Interprete: Eliezer Patissi
Canción del Emperador - Luys de Narváez (c.1500-depois de 1550)
Pastoral e Toada (da Pequena Suite) - Radamés Gnattali (1906-1988)
Interprete: Caio Marques
Prelúdio No. 3 (dos Cinco Prelúdios) - Villa-Lobos
Interprete: Danilo Konrad
Allemande e Courante (da Suite e Mi menor, BWV 996) - J. S. Bach (1685-1750)
Interprete: André Franzoni
Verde Alma e Candombatán (das 4 Piezas Cristalinas) - M. Diego Pujol (n.1957)
Rondo, Op. 8, No. 1 - Mauro Giuliani
Interprete: David Esteban
Prelúdio No. 1 (dos Cinco Prelúdios) - Villa-Lobos
Preludio Americano No. 3, "Campo" - Abel Carlevaro (1916-2001)
Interprete: João Panegalli
Allegretto (da Sonatina Meridional) - Manuel Ponce (1882-1948)
Choros No. 1 - Villa-Lobos
Interprete: Felipe Lacerda
Mostra de Violão do Bacharelado
Dia 24-09-2010
Às 17h30
Museu da Escola Catarinense
Rua Saldanha Marinho, 196
Centro - Fpolis
Programa:
La Melancolia (da Giulianate, Op. 148)- Mauro Giuliani (1781-1829)
Valsa-Choro (da Suite Popular Brasileira) - Villa-Lobos (1887-1959)
Interprete: Eliezer Patissi
Canción del Emperador - Luys de Narváez (c.1500-depois de 1550)
Pastoral e Toada (da Pequena Suite) - Radamés Gnattali (1906-1988)
Interprete: Caio Marques
Prelúdio No. 3 (dos Cinco Prelúdios) - Villa-Lobos
Interprete: Danilo Konrad
Allemande e Courante (da Suite e Mi menor, BWV 996) - J. S. Bach (1685-1750)
Interprete: André Franzoni
Verde Alma e Candombatán (das 4 Piezas Cristalinas) - M. Diego Pujol (n.1957)
Rondo, Op. 8, No. 1 - Mauro Giuliani
Interprete: David Esteban
Prelúdio No. 1 (dos Cinco Prelúdios) - Villa-Lobos
Preludio Americano No. 3, "Campo" - Abel Carlevaro (1916-2001)
Interprete: João Panegalli
Allegretto (da Sonatina Meridional) - Manuel Ponce (1882-1948)
Choros No. 1 - Villa-Lobos
Interprete: Felipe Lacerda
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Goma Laca...

O tampo dessa guitarra construida pelo Sr Valentim, de Ribeirão Preto, é tradicional, de cedro (estilo Fleta) com goma laca, mas as laterais e fundo seguem uma tendência Australiana mais moderna, com fundo duplo de Jacarandá Indiano colado com resina epoxi, que torna o fundo bem rigido e fazendo-o vibrar mais, e o acabamento em p.u.. O braço é de mogno e a escala de ébano.

Proteção para aplicação da goma...

Goma Laca
- Origem
- Características
- Outros nomes
- Goma laca indiana
Origem:
A Goma Laca é uma substância orgânica derivada da secreção de um inseto (coccus lacca) encontrado em países do oriente como a Índia e a China.
Buscando a origem do vocábulo, encontramos:
- Goma: do egípcio Kummi, através do latim vulgar,
- Gumma: seiva translúcida e viscosa.
- Laca: do sânscrito Lakxa. Em árabe, Lakk: resina avermelhada (também empregada na fabricação de lacre).
A substância resinosa liberada por este inseto através de poros do corpo (abundantemente produzida em infinito número ( "cem mil" ) de partículas), incrusta-se nos galhos dos arbustos onde vive, ( figueiras dos pagodes, figueiras da Índia: Antea frondosa).
Para a preparação do verniz, estes galhos são colhidos e quebrados em pequenos pedaços de onde é extraída e purificada a substância que depois dissolvida em álcool será o " verniz de goma laca".
Aplicado manualmente com uma bucha de estopa envolvida em tecido fino de algodão (boneca), o verniz penetra nos poros da madeira.
Sucessivas aplicações devem ser feitas até que se consiga a cobertura desejada, com textura e brilho.
Esta resina é apresentada no comércio em torrões escuros e em finas escamas, semi-transparentes, com diversas tonalidades, indo do âmbar escuro ao amarelo pálido.
Esta variação de cores é resultado da presença de substâncias colorantes naturais da árvore.
Podemos encontrar no mercado a goma laca indiana limão, laranja, asa de barata, goma laca indiana clarificada ou ainda transparente.
A Goma Laca Indiana deve ser dissolvida em álcool absoluto (99%) em proporções variáveis dependendo da utilização.
O uso da goma lacca é conhecido há pelo menos 2.500 anos.
É uma forma tradicional de selar madeiras, cerâmicas, papelão e gesso. Também é utilizada como verniz e isolante de moldes de gesso.
Características:
A goma laca é durável, elástica e flexível, embora não seja a prova d´água, nem de calor, ou de quaisquer substâncias alcalinas.
O resultado estético resultante da madeira é diferente, e dá uma textura que podemos chamar de "natural", onde os desenhos dos veios da madeira permanece mais visível, além de não esconder o relevo das camadas, os desgastes e acomodação que acontecem com o tempo.
Outra peculiaridade é que a goma laca permite periodicamente uma nova camada que recupera pequenos arranhões, áreas de desgaste e renova o brilho. Tudo isso com o mínimo de alterações nas características da madeira.
Outros nomes:
- Verniz de boneca
- Asa de barata
- French Polish (inglês)
Fonte: http://www.fazfacil.com.br/materiais/goma_laca.html
sábado, 18 de setembro de 2010
Jimi Hendrix...
sábado, 7 de agosto de 2010
Marcos Vinicius "Dedicatoria" (1997)
Acabei de escutar este disco "Dedicatória" de 1997 do talentoso violonista, arranjador, compositor e concertista internacional Marcos Vinicius, que reside na Itália, e é presidente da Academia de Violão Clássico de Milão.
Esta obra possui um impressionante acabamento, em todos os aspectos, gráfico, gravação, e principalmente, a interpretação, onde Marcus soube explorar com maestria as sutilezas e energias das peças, além das várias possibilidades "timbristicas" do violão!
Este é o seu disco de estreia, e foi gravado com uma guitarra tradicional do luthier Gioachino Giussani, entre Novembro e Dezembro de 1997.
No programa:
Bruno de Souza (1963)
1. Introducion Y Milógna
Gaspar Sanz (1640-1710)
Four Dances from "Suite Española"
2. Españoleta
3. Danza de las Hachas
4. Rujero
5. Paradetas
Michael Praetorius (1571-1621)
6. Ballet from "Terpsichore Book"
Paolo Colombo (1969)
7. Eco Di Una Lauda from "Tres Carmina"
David Kellner (1670-1748)
8. Aria in D
Henrique Annes (1946)
9. Prelude for guitar
Enrique Granados (1867-1916)
10. Dedicatoria from "Cuentos de la Juventud, op.1"
Milan Tesar (1938)
11. Ballad n. 2
12. Ballad n. 1
Júlio Borges (1919)
13. Waltz n. 2
Leo Brouwer (1939)
14. Guajira Criolla
Francis Kleynjans (1951)
15. Barcarolle n.1, op.60
Eduardo Sainz de la Maza (1903-1982)
16. Habanera
Radamés Gnatalli (1906-1988)
17. Study V
Joaquin Rodrigo (1902)
18. Sarabande Lointaine
Sutileza e perfeição técnica aliadas ao capricho na elaboração da obra, fazem deste um importante album da sua carreira, e que já faz parte da história do Violão Clássico Internacional!
É uma grande satisfação poder ouvir o trabalho deste excelente Músico Brasileiro!
contatos:
www.marcosvinicius.it
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