terça-feira, 3 de outubro de 2017

Salve, Schneiter!

Fred Schneiter (Salvador, 03/10/1959 – Rio de Janeiro, 05/05/2001)




 Fred Schneiter nasceu Friedrich Schneiter em Salvador/ Bahia, em 03 de outubro de 1959.
Após abandonar o terceiro ano do curso de engenharia elétrica, na Bahia, aos 20 anos, foi para o Rio de Janeiro em 1982 e iniciou seus estudos de violão com Luiz Antônio Perez decidido a ingressar no curso de bacharelado em violão na UNIRIO.
Participou de diversas formações cameristicas atuando como solista, em duos de violões, trios, quartetos e orquestra de violões e em conjuntos de música antiga.
Despertou muito rapidamente sua vocação para a composição que é dedicada principalmente para o violão. Também compôs uma peça para coral e outra para clarone, flauta, violino e violoncelo que são as únicas que não incluem o violão.
Em 1987 concluiu o Bacharelado em Violão na UNIRIO, com Turíbio Santos, e formou o Duo Barbieri-Schneiter com o qual ganhou notoriedade e atuou por 14 anos com intensa atividade em concertos no Brasil, além de Portugal, Suíça, Áustria, Itália, México e Argentina. Com o Duo gravou 3 CDs no Santuário Ecológico do Caraça, em Minas Gerais (Brasil). O primeiro CD “Duo Barbieri-Schneiter no Caraça” foi lançado em 1996 e é dedicado aos compositores e violonistas brasileiros Dilermando Reis, João Pernambuco e Garoto, além de composições do Duo. O segundo CD “Duo Barbieri-Schneiter 10 anos” comemora os 10 anos de carreira do Duo, em 1997, e tem seu repertório voltado às composições de A. Vivaldi, D. Scarlatti e Astor Piazzola. Como sempre as composições dos dois integrantes do Duo estão presentes e neste CD está incluída a composição de Fred Schneiter “Fantasia 521”, para dois violões, que obteve o primeiro lugar no Concurso de Composição do I Ciclo de Violão, realizado pela AABB/SP em 1991. O terceiro CD “Duo Barbieri-Schneiter interpreta Barbieri & Schneiter” foi lançado em 2000 e é totalmente voltado para as composições do dois integrantes do Duo. Após residirem por dois meses no Santuário do Caraça eles escreveram duas suítes intituladas “Suíte Caraça” para dois violões. A suíte de Fred Schneiter conta com 7 movimentos e a de Barbieri com 5 movimentos. O repertório do CD além destas composições é completado por outras obras dos dois violonistas.



 Sua obra foi escrita principalmente para violão solo e duo de violões e está sendo editada no Brasil, EUA e Itália.
Além de seu trabalho como compositor e interprete Fred Schneiter dedicou-se às artes plásticas deixando alguns trabalhos que são as influências de seu pai, que era artista plástico amador e das amizades travadas com grandes artistas plásticos, como os baianos Mário Cravo e Mario Cravo Neto, Cezar Romero e carioca José Maria Dias da Cruz entre outros. Seu bisavô, um suíço de nome Joseph Schneiter e que ele não chegou a conhecer, também era pintor e talvez de quem Fred tenha herdado este talento.
Fred gostava de fotografar e, nas horas vagas, escrevia poesias o que o levou a escrever um livro ao lado da poetisa brasileira Cyana Leahy intitulado “Duetos – Poemas dos tempos”, lançado postumamente.
Elaborou e coordenou vários projetos musicais, desde 1991, envolvendo grandes violonistas brasileiros como Carlos Barbosa-Lima, Turíbio Santos, Marco Pereira, Paulo Belinatti e Henrique Pinto além de jovens talentos da época que hoje são importantes violonistas como Paulo Pedrassoli e Zé Paulo Becker.
Produziu e apresentou o programa “Violão & Cia” para a Rádio Opus 90 em 1999 e foi um dos fundadores da AV-Rio – Associação de Violão do Rio, em janeiro de 2001, associação que tem se destacado na divulgação do violão no Brasil.
Apesar de sua morte prematura, Fred Schneiter deixou um precioso legado: uma importante obra para violão solo e duo de violões, além de composições para quarteto e trio de violões, quarteto de cordas e sopros, coral e um grande número de arranjos e transcrições para dois violões. A Columbia Music Company (EUA) editou a “Suíte Nº 1”, para dois violões, a Goldberg Edições Musicais (Brasil) editou várias obras para violão solo e a Marcos Vinícius Guitar Collection / Edizioni Carrara (Itália) editou o “Álbum de Família”, para violão solo.
Fred Schneiter conquistou em pouco menos de duas décadas, um lugar no seleto grupo de violonistas compositores onde encontramos Villa-Lobos, Garoto, Leo Brouwer e Agustín Barrios, entre outros.
Faleceu no Rio de Janeiro, aos 41 anos, no dia 05 de maio de 2001 vitima de infarto.
Após sua morte foram realizadas homenagens no Brasil, Suíça e Uruguai. No Brasil acontece, desde 2002, a Mostra e Concurso Nacional de Violão Fred Schneiter.
O “Catálogo Geral e Revisão Crítica da Obra para Violão Solo de Fred Schneiter” foi o tema da dissertação de mestrado de L. C. Barbieri/ UFRJ (2012) que teve orientação da Dra. Márcia Taborda.

(Texto copiado do site do concertista Luis Carlos Barbieri: http://luiscarlosbarbieri.com.br/ )

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Salve, Dilermando!

Salve Dilermando Reis (22-Set-1916 - 2-Jan-1977), o homem das valsas mais lindas do brasil!


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Mestre Henrique Pinto...

Hoje o saudoso professor Henrique Pinto, importante didata que contribuiu (e ainda contribui) para o desenvolvimento do violão no Brasil, estaria completando, se não me engano, Setenta e Seis anos...


Salve, Mestre!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Baden, Baden...

Baden Powell de Aquino (6-Ago-1937 - 26-Set-2000).

O revolucionário violonista brasileiro já estaria com Oitenta Anos...



sábado, 22 de julho de 2017

domingo, 25 de junho de 2017

O João Gilberto do Blues...

Esse jovem músico conseguiu sintetizar uma musica étnica com muito estilo.
Quem, o baiano João Gilberto no samba? Não. O paulista Igor Prado no Blues, e também dono da batida perfeita. Se ele fosse estadunidense, lá seria capa de todas as revistas, seria aclamado o novo guitar hero... 😛
 

Igor (34 anos) formou uma banda Igor Prado Blues Band com seu irmão baterista Yuri Prado e tem gravado discos a moda antiga, em take único, e reproduzindo a atmosfera e a ambiência das clássicas gravadoras, pelo pequeno selo paulista Chico Blues, grande divulgador do gênero aqui no Brasil. Ele acompanhou e/ou gravou com artistas locais como o gaitista Flávio Guimarães (Blues Etílicos) e internacionais como o saudoso cantor e gaitista Lynwood Slim, entre outros. Seu repertório reverencia as canções dos pioneiros afro-americanos, nos estilos swing blues, jump blues, baladas soul music, funk e canta e improvisa muito bem, reproduz os clichês que formam a linguagem, como de praxe nesse estilo de canções, mas com muito esmero. E com maior importância, Igor "reinventou" o Blues bem mais tradicional para os apreciadores brasileiros. Ele é uma ótima referência da atualidade, e tem deixado a sua marca, que pode ser comprovada na dezena de discos que gravou, além das suas carismáticas apresentações ao público.
Poucas notas cantadas e tocadas por ele já podem denunciá-lo, como um feito de poucos cantores/guitarristas como B.B. King, Otis Rush, Albert King... aliás, ele também é canhoto, como Otis Rush e Albert King, e toca com a guitarra configurada para destros, ou seja, pra ele os "bordões" ficam na posição das "primas" e vice-versa, o que denota o seu autodidatismo no início dos estudos. Esse canhoto do Blues gravou com a sua banda: "Prado Blues Band" (2003), "Blues and Swing" (2005), "Upsidedown" (2007), "Watch me move!" (2010), "Instrumentals, Vol 1" (2010), "Blues & Soul Sessions" (2012) também em Dvd, "Way down south" (2015) e outros discos acompanhando Ari Borger, J. J. Jackson, Raphael Wressnig, Denilson "Big D" Martins, Donny Nichilo e dois discos com o já citado Flávio Guimarães e outro nos EU com Lynwood Slim.
Seu disco "Way Down South" lançado somente na Califórnia pelo selo "Delta Groove Music" em 2015, teve boa crítica desde o lançamento, ficando em primeiro lugar em número de execuções de músicas nas rádios dos EU, tendo boa vendagem e ainda concorreu ao prêmio da "Blues Music Award". Mas aqui no brasil seus discos ainda são bem undergrounds, para o grande público acostumado com as "celebridades", artistas mais modistas, mais plásticos tais como... nem vou citar nomes, e que pagam mais "jabás" pra Tv.
Vida longa ao bom Blues do brasil!👏


Onde comprar os discos: http://chicoblues.com.br/

sábado, 17 de junho de 2017

Workshop em Santo Amaro da Imperatriz - SC


Neste dia 17 de Junho de 2017 acontecerá o Workshop "Guitarra e Eletrônica - Tirando o melhor do seu equipamento", com os palestrantes Marco Cardozo Jr e Wenes Barros. É uma ótima oportunidade para os músicos da comunidade de Santo Amaro da Imperatriz - SC, conhecerem um pouco mais sobre o universo cativante da Guitarra. Os palestrantes abordarão desde surgimento da guitarra elétrica nos EU e a evolução da eletrônica de acordo com as necessidades dos músicos, até pequenas dicas para jovens iniciantes fazerem a manutenção básica dos seus instrumentos. Participação especial do Bluesman Cristiano Ferreira, que estará contando um pouco da sua experiência como guitarrista profissional e produtor.

Local: Estúdio GreenBox. Rua Princesa Leopoldina, 650 - Santo Amaro da Imperatriz - SC, Cep: 88140-000
Hora: 15h
Informações: (48) 984099912 (Marcelo), (48) 999212123 (Marco)
Apoio: